Fim de ano: as ondas trazem memórias
- Ana Paula Silveira / Ilustração: G. Grothge
- 31 de dez. de 2016
- 1 min de leitura
Como ondas, as memórias ruins Do ano anterior, partiram - e Insistem em tentar retornar - Às vezes.
Queimando minha pele, Ficaram marcadas aquelas pessoas que me ensinaram a ser alguém melhor Esse ano
Arranhando-me como areia, Eu senti a resistência. Aquela que me desafiou quanto a meu sonhos Aquela que me questionou se poderíamos Viver numa sociedade melhor
Arderam meus olhos como água salgada As dores, muito piores do que as da areia quente Aquelas das decepções, das partidas, das escolhas difíceis Sofri. Mas sorri. E cantei vitória.
Como brisa leve, O final do ano veio Discreto, bateu-me à porta, e entrou sorrateiro Trouxe-me as lembranças boas desse ano, As derrotas, e aquilo que gosto de chamar de conquistas
Esse brisa leve me abraçou E disse que ainda não acabou Tem muito por vir, muito a descobrir Não se afobe. Não se apresse. Não se cobre.
Porque como o vento suave que vem Na praia nos envolver e aliviar o calor A vida nos traz as respostas, no tempo certo, Daquelas questões que um dia nos afligiram E tudo fica bem. Como tem que ser.

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